sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sócrates e a liberdade

Já vimos todos os dias pessoas que não conseguem se controlar em algumas situações um pouco difíceis. Brigas no trânsito, discussões em família, às vezes até com consequências um pouco mais drásticas. Quando presenciamos este tipo de acontecimento, é comum ouvirmos a afirmação: “Tal pessoa perdeu a cabeça.”, ou “Esta pessoa não é equilibrada.”
            E quando pensamos em uma pessoa que mesmo sem causar qualquer tipo de confusão, não consegue se controlar, o estranhamento é o mesmo. Por exemplo alguém que gaste muito mais do que tem e fique sempre em uma situação complicada.
            Em todos esses casos podemos afirmar sem sombra de dúvida que todos são livres e que por isso podem fazer o que bem entenderem com a suas próprias vidas. Assim, podemos discutir com os outros, gastar à vontade, desrespeitar os mais velhos, maltratar nossos pais... certo?
            Mas será que já pensamos nos grandes estragos se todos agissem assim? Quantas pessoas magoadas, quantas lágrimas, quanto sofrimento isso poderia causar?
            Basta tomarmos como exemplo o que anda ocorrendo no Oriente médio. As pessoas não querem permitir às outras seguir suas próprias ideias e nem mesmo suas próprias crenças. A consequência é a guerra onde muitos são mortos, inclusive jovens das idades de vocês, que não tiveram liberdade alguma para escolher o que quer que fosse.
            Ou seja, temos um problema muito sério se entendermos que a liberdade é poder exercer todos os nossos impulsos sem o pensamento. Ora, vamos agir fazendo o que quisermos mas os outros vão fazer o mesmo. Será que não iríamos fazer com que todos entrassem em conflito?

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