O mundo feudal entra em crise. A subsistência
e a servidão entram em crise e dão lugar ao comércio e às atividades
manufatureiras. Surge, dessa forma, uma nova ordem social: o sistema
capitalista, que se dá com a divisão da sociedade em classes sociais.
O
crescimento de um mercado consumidor conviveu por algum tempo com a antiga
escravidão, mas não se ateve a isso... criou, por sua vez, novas formas de
escravizar as pessoas. Basta pensarmos nos sistemas coloniais da América, com
os habitantes do continente africano vítimas do processo de mercantilização.
Mas,
para um desenvolvimento pleno do que as elites econômicas esperavam, a
escravidão não era o ideal, o trabalho livre era o esperado. Enquanto,
inicialmente, ao trabalhador europeu se destinava o trabalho assalariado, ao
personagem das Américas, se destinava o trabalho forçado. Apenas após séculos,
é que se aplicou por aqui a concepção burguesa de liberdade individual, tendo
como princípio o fato de que o homem é livre para determinar onde vai utilizar
sua força de trabalho.
Ocorre
que essa liberdade de escolha nunca funcionou como o esperado. A produção
sempre buscou excedentes, ou seja, produtos que serviriam para a troca por
outras mercadorias. Porém, estes excedentes eram sempre propriedade de quem
detinha os recursos de produção e nunca do trabalhador que possuía sua força de
trabalho. Por exemplo o artesão, que no sistema feudal era proprietário de suas
ferramentas e usava seu tempo livremente, desapareceu, pois não estava inserido
em outra lógica de trabalho, na qual não possuía mais suas ferramentas e nem
mesmo seu tempo livre.
Houve
a separação entre o trabalhador e os meios de produção, ou seja, o mundo
capitalista separa o capital do trabalho. Essa separação criou dois tipos de
pessoas livres. De um lado, o trabalhador assalariado, que vive exclusivamente
de sua força de trabalho e o burguês ou
capitalista, que é proprietário dos meios de produção.
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